MATERIAL VAZADO DE MINA DA VALE EM OUTO PRETO JÁ ATINGE RIOS DE CONGONHAS
A água suja e barrenta que vazou da mineradora da Vale em Ou Preto na madrugada desse domingo já atinge os Rio Goiabeiras e Maranhão, em Congonhas, na Região Central de Minas. O material que transbordou do dique da Mina de Fábrica provoca turbidez do Rio Maranhão, que passa ao lado da rodoviária de Congonhas. Por nota, a mineradora Vale afirmou que o incidente foi um "extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto". Segundo a empresa, o fluxo atingiu algumas áreas de uma empresa, sendo que pessoas e comunidades não foram afetadas.
O acidente teria ocorrido em uma área da empresa localizada às margens da BR-040, na altura do bairro Pires, de Congonhas.
"Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas. A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana", concluiu.
MATERIAL NÃO ATINGIU DIQUES OU BARRAGENS DA CSN
A CSN afirmou por nota que o incidente na mina da Vale causou um "alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração". Entre as estruturas da mineradora que foram atingidas estão o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque, "entre outras áreas e atividades". Entretanto, nenhuma barragem ou dique teria sido atingido.
"Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente. A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas", completou.
A Mineradora negou que tenha sido necessário evacuar trabalhadores em decorrência da inundação.
Coincidência? Aniversário De Tragédia
Este domingo (25) marca o sétimo aniversário do rompimento da barragem B1, da mineradora Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tragédia ceifou 272 vidas e provocou uma onda de destruição ambiental. A lama rompeu a barreira de vegetação, engoliu o córrego Ferro-Carvão, percorreu nove quilômetros e atingiu o rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco.
Por Jardel Gama
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Divulgação/Banco de Imagens