SEM ACORDO DURANTE AUDIÊNCIA NO TRT, PROFESSORES DAS ESCOLAS PARTICULARES MANTÊM GREVE NA GRANDE BELO HORIZONTE
Terminou sem acordo a audiência realizada nesta segunda-feira (21) entre os sindicatos dos Professores de Minas Gerais (Sinpro) e das Escolas Particulares (Sinepe). Com isso, a greve dos educadores segue por tempo indeterminado na Grande BH. A reunião entre os representantes da categoria e das instituições foi realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Em protesto, uma multidão de professores lotou a porta do TRT, no bairro Funcionários, região Centro-Sul da capital. A categoria reivindica a renovação da atual Convenção Coletiva sem alterações e reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
De acordo com o Sinpro, os representantes das escolas particulares aceitaram manter uma convenção única para os professores da educação básica e da educação superior, mas com a alteração de duas cláusulas: o fim da equiparação salarial e a mudança da indenização por redução de carga horária.
O Sinpro rejeitou as propostas, mas afirmou que irá levá-las a uma assembleia da categoria, marcada para esta terça-feira (22), às 9h30. A discussão ocorrerá no auditório da Fundação de Educação Artes e Cultura (Fundac), na rua Diamantina, bairro Lagoinha, região Noroeste de BH.
Por meio de nota, o sindicato das Escolas Particulares lamentou que não houve acordo na audiência. Também informou que os colégios devem permanecer abertos e em funcionamento normal nesta terça-feira (22) para o acolhimento dos estudantes e das famílias.
"Orientamos ser imprescindível o comunicado aos pais sobre o compromisso de cada instituição no cumprimento dos dias letivos e da carga horária, com reposição dos respectivos dias em que for registrada ausência de algum professor", informou o Sinepe, que ainda aguarda posicionamento da Justiça para um pedido de suspensão da greve.
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Divulgação/Banco de Imagens