PROFESSORES PARTICULARES DECIDEM MANTER GREVE POR TEMPO INDETERMINADO
Os professores das escolas particulares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH) decidiram nesta sexta-feira (18) manter a greve por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (SIMPRO) de 300 docentes participaram da assembleia, quando a categoria marcou uma nova reunião para terça-feira da semana que vem, um dia depois uma audiência de conciliação marcada pelo Tribunal Regional do Trabalho.
Os manifestantes reivindicam reajuste salarial de 3,77% e protestam contra uma proposta que separa professores de ensino básico e do ensino superior nas normas de relações de trabalho da categoria (entenda mais abaixo).
Segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro Minas), dezenas de escolas da Grande BH foram afetadas de forma parcial ou integral pela paralisação. De acordo com o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG), no entanto, que representa as instituições de ensino, seis das 811 escolas particulares relataram problemas no atendimento às famílias.
A entidade que representa as escolas também afirmou que as instituições permaneceram abertas nesta quarta-feira. Os números são baseados nos registros recebidos pelo próprio sindicato.
SINEPE-MG CONTESTA PARALISAÇÃO
O Sinepe-MG defende a divisão da Convenção Coletiva por segmentos. Segundo a entidade, o setor privado reúne instituições com portes e realidades econômicas distintas, e a separação permitiria negociações mais adequadas às características da educação básica e do ensino superior.
O sindicato afirmou que nenhum benefício já assegurado aos professores pela atual convenção está sendo retirado e que a proposta busca construir um novo modelo de negociação.
Por Jardel Gama
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Divulgação/Banco de Imagens