BELO HORIZONTE REGISTRA SETEMBRO MAIS CHUVOSO DA SÉRIE HISTÓRICA DESDE 1961
Belo Horizonte vive o setembro mais chuvoso da série histórica, desde 1961, com acumulou mais de 200 milímetros, entre os dias 1º e 15 de setembro. Este volume de precipitação ultrapassa em mais de quatro vezes a média esperada para todo o mês. Os elevados acumulados chamam atenção em diferentes regiões da cidade, especialmente no Barreiro, que já acumulou 220 milímetros, até esta terça-feira (15).
Em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte, um muro de arrimo desabou nessa quarta-feira na Rua Enita Seabra, no bairro Retiro, e sete imóveis tiveram de ser interditados. Dezenove moradores deixaram as próprias casas poor causa do desabamento, mas ninguém ficou ferido. As causas ainda são apuradas e não há previsão para a liberação dos imóveis interditados.
Por que chove tanto no Barreiro?
Segundo especialistas, a proximidade do Barreiro com a Serra do Rola-Moça ajuda a intensificar a formação de nuvens de chuva. Quando ventos carregados de umidade encontram o relevo, o ar é forçado a subir, favorecendo a condensação e aumentando o potencial de precipitações (veja o infográfico mais abaixo).
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, até as 5h30 desta terça-feira (15), o Barreiro já havia registrado 201 mm, mais de quatro vezes a média esperada para todo o mês de setembro.
O volume também é 119,9 mm superior ao registrado em setembro de 2016 (81,1 mm), que até então apresentava o maior acumulado entre os anos relacionados.
Acumulado em Belo Horizonte em setembro (até 15/09)
Barreiro: 201,0 mm (408,5%)
Centro-Sul: 82,6 mm (167,9%)
Hipercentro: 40,6 mm (82,5%)
Leste: 39,6 mm (80,5%)
Nordeste: 43,0 mm (87,4%)
Noroeste: 66,4 mm (135,0%)
Norte: 36,6 mm (74,4%)
Oeste: 91,8 mm (186,0%)
Pampulha: 49,0 mm (99,6%)
Venda Nova: 41,4 mm (84,1%)
Frente fria reforça previsão de chuva em Minas nesta semana
Segundo meteorologistas, um sistema de baixa pressão na altura do litoral do Rio de Janeiro favorece o transporte de umidade do oceano para o continente.
A atuação desse sistema, combinada com um cavado atmosférico, intensifica a formação de nuvens carregadas e deve dar origem a uma frente fria.
Além da instabilidade atual, os especialistas acompanham o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. De acordo com projeções divulgadas nesta semana por agências internacionais de monitoramento climático, há 90% de probabilidade de um episódio forte de El Niño se consolidar entre este mês e janeiro de 2027.
Para a Região Sudeste, um dos principais impactos esperados é o aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor nos próximos meses.
Por Jardel Gama
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Divulgação/Banco de imagens