COPOM REDUZ A TAXA BÁSICA DE JUROS E MOVIMENTA MERCADO
O Comitê de Política Monetária, do Banco Central (Copom) decidiu nessa quarta-feira (17) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. Tomada de forma unânime pelo colegiado, a decisão já havia sido projetada na semana passada por maior parte dos analistas do mercado financeiro. Depois do anúncio do fechamento de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, a expectativa de que uma nova redução da taxa básica da economia se consolide. Esta é a terceira redução seguida no juro.
SAIBA OS DETALHES NA MOVIMENTAÇÃO NO MERCADO
O resultado da inflação oficial em maio também foi considerado positivo por analistas, uma vez que a alta de 0,58% mostrou desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril. O Copom indicou que vai calibrar a Selic à medida que a inflação passe a convergir com a meta.
"Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", disse a nota do Copom.
A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.
- Após a diminuição das tensões no Oriente Médio, com desobstrução do estreito de Ormuz, o preço do petróleo já teve queda no início desta semana, o que atenua a pressão de alta nos combustíveis e, consequentemente, na inflação.
- O resultado da inflação oficial em maio também foi considerado positivo por analistas, uma vez que a alta de 0,58% mostrou desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril. O Copom indicou que vai calibrar a Selic à medida que a inflação passe a convergir com a meta.
Como as decisões são tomadas
Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
- Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
- Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
- Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
- Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado.
- Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,10%, ou seja, acima da meta central de 3%.
Por Jardel Gama
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Divulgação/Banco de Imagens