CICLOVIA DA AFONSO PENA COMEÇA A SER RETIRADA
Belo Horizonte já começou nesse final de semana a retirada do trecho da ciclovia implantada no alto da Avenida Afonso Pena. O executivo classificou a medida como uma demanda da população, em meio a disputas judiciais e questionamentos sobre o destino de recursos públicos investidos na obra. A prefeitura garantiu que pretende ampliar a malha cicloviária da Capital, mas não em grandes corredores de tráfego como Afonso Pena, Amazonas, Antônio Carlos, Cristiano Machado, porque o trânsito já está na capacitada máxima nestas vias, sem espaço para este tipo de implantação.
O contrato teve execução física encerrada em 4 de novembro de 2025. A ciclovia central, prevista para ligar a Rodoviária à praça da Bandeira, teve apenas cerca de 12% executados antes da paralisação e, agora, do desmanche.
O espaço construído em frente ao prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) passou a ser chamado por ciclistas de “ciclovia fantasma”, por não possuir sinalização horizontal nem pintura específica para orientar usuários.
Paralisação virou disputa judicial
A interrupção das obras aconteceu depois de questionamentos do Ministério Público sobre a necessidade de licenciamento urbanístico. Mas, o mérito da ação teve decisão favorável à continuidade da ciclovia em sentença proferida em setembro do ano passado.
Ainda assim, a estrutura permaneceu paralisada desde 2024. Desde o início da gestão atual, O Executivo Municipal vinha sinalizando que não pretendia concluir a ciclovia e defendia a retirada do trecho já executado. A Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que todos os pagamentos realizados passaram por ateste técnico e que não houve desembolso por serviços não executados.
Por Jardel Gama
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Divulgação/Banco de Imagens