PROFESSORES DE BELO HORIZONTE MANTÊM GREVE E FAZEM VIGÍLIA
Os professores da rede municipal de educação de Belo Horizonte decidiram nessa terça-feira (2), em assembleia na Praça da Estação, dar continuidade à paralisação que já dura 37 dias. Logo depois da reunião geral, a categoria se concentrou para vigília em frente à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, na Praça Afonso Arinos. A Prefeitura divulgou uma nota lamentando a decisão dos professores de manterem a greve e afirmou que já atendeu a todas as sete reivindicações prioritárias da categoria.
CORTES DOS SALÁRIOS
Por meio de nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind REDE-BH) afirma que a PBH tem cortado os salários dos trabalhadores em greve e se recusado a garantir a reposição dos dias parados na educação infantil, além de dificultar a reposição do ensino fundamental.
Os grevistas afirmam ainda que “a negativa em assegurar a reposição das atividades compromete o direito dos estudantes à educação, previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e pode prolongar desnecessariamente a paralisação.”
Relembre os motivos da paralisação
A paralisação foi iniciada por professores concursados da rede municipal, que cobram recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho. Segundo o sindicato dos docentes, há sobrecarga, falta de profissionais e ausência de transparência sobre vagas disponíveis nas escolas.
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), afirmou que não atenderá uma das oito reivindicações que, segundo ele, foram apresentadas pelo SindRede. A categoria cobra o fim das contratações via Organização da Sociedade Civil (OSCs).
Segundo a PBH, foi apresentada à categoria uma proposta de reajuste geral de 4,11% para todos os servidores efetivos, retroativa a 1º de maio deste ano em reunião com representantes do funcionalismo. "Somado ao reajuste de 2,40% concedido em janeiro de 2026, o índice total chega a 6,61%".
Para o Sind-Rede, as contrapropostas apresentadas pela PBH até o momento são insuficientes e não resolvem as demandas protocoladas há meses junto à administração municipal. O sindicato argumenta que os 2,4% pagos em janeiro são fruto de uma conquista da greve passada, de 2025, quitados com atraso para cobrir perdas históricas do governo anterior.
Além disso, a categoria aponta outras questões enfrentadas na educação municipal, como a substituição do turno único no modelo integral da Educação Infantil por turno e contraturno. Para o sindicato, a mudança “abrindo caminho para a substituição de professores por monitores, repetindo a lógica que já precariza o Ensino Fundamental.”
Na última semana, após a greve completar um mês, a PBH divulgou uma nota lamentando a decisão dos professores de manterem a greve e afirmou que já atendeu a todas as sete reivindicações prioritárias da categoria. "Já foram realizadas várias reuniões com a categoria na tentativa de encerrar a paralisação que tantos transtornos causam para pais e alunos", enfatiza o comunicado.
Por Jardel Gama
Com informações do Portal Hoje em Dia
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Divulgação/Banco de Imagens