SETOR AGROPECUÁRIO E CONSUMO DAS FAMÍLIAS PUXAM AUMENTO DO PIB NO PRIMEIRO TRIMESTRE DESTE ANO
O Setor agropecuário e consumo das famílias puxou aumento do PIB no primeiro trimestre deste ano. Nova pesquisa oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses do ano passado. O resultado foi puxado principalmente pelo desempenho da agropecuária, que avançou 2%, além da alta da indústria e do consumo das famílias. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, produzido no primeiro trimestre deste ano, , alcançou R$ 3,3 trilhões, entre janeiro e março.
Além do campo, a indústria registrou crescimento de 1%, enquanto o setor de serviços, responsável pela maior parte da economia brasileira, avançou 0,5% no período. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1%, sinalizando que os brasileiros continuaram gastando mais no início do ano. Os investimentos também apresentaram forte alta de 3,5% na comparação com o trimestre anterior.
AGRO É DESTAQUE
O destaque ficou com a agropecuária. Segundo o IBGE, condições climáticas favoráveis e o aumento da área plantada garantiram uma safra recorde de soja. A estimativa de produção do grão cresceu 4,8% e atingiu o maior volume da série histórica.
Na indústria, o melhor desempenho veio da extração mineral, que avançou 3,6%, e da construção civil, com alta de 2,9%. Já nos serviços, os destaques foram os segmentos de informação e comunicação, atividades imobiliárias e comércio.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,8%. Nessa base de comparação, o setor de serviços teve a maior contribuição, com avanço de 2,1%, seguido pela indústria, que cresceu 1,6%, e pela agropecuária, com alta de 0,7%.
Pontos de atenção
Apesar do resultado positivo, alguns indicadores mostraram desaceleração. A taxa de investimento ficou em 16,5% do PIB, abaixo dos 17,6% registrados um ano antes. A taxa de poupança também recuou, passando de 15,8% para 15,5%.
No acumulado dos últimos quatro trimestres, a economia brasileira cresceu 2%, resultado sustentado principalmente pela agropecuária, que avançou 7,5% no período.
Por Jardel Gama
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Divulgação/Banco de imagens