QUEDA DE COBERTURA VACINAL ACENDE ALERTA PARA CASOS DE MENINGITE
A queda na cobertura vacinal contra a meningite acende alerta para o aumento de casos, em Minas Gerais. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, já são 240 ocorrências da doença confirmadas, com 43 mortes só em 2026. Belo Horizonte tem 75 registros e nove óbitos, sendo atualmente a cidade com o maior número de casos. A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, fungos e bactérias. O SUS disponibiliza gratuitamente vacinas contra a meningite.
CASOS REGISTRADOS PREOCUPAM
Os casos recentes de meningite bacteriana registrados na região metropolitana de Belo Horizonte voltaram a chamar atenção para uma doença que pode evoluir rapidamente, provocar sequelas graves e até levar à morte. Neste mês, uma criança atendida no Centro Materno Infantil de Contagem teve o protocolo de morte encefálica iniciado após dar entrada na unidade com quadro compatível com meningite bacteriana.
Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) mostram que, Em 2025, foram contabilizados 930 casos e 140 mortes. Segundo a pasta, os óbitos estão associados principalmente às meningites bacterianas, incluindo infecções causadas por meningococo, pneumococo e outras bactérias com maior potencial de gravidade.
Entre os municípios com mais casos confirmados neste ano estão Belo Horizonte, com 75 registros, Uberlândia, com 45, e Uberaba, com 27 casos. Já as cidades com maior número de mortes notificadas são BH, com nove, Uberlândia, cinco, além de Ipatinga e Montes Claros, com três óbitos cada. A SES-MG também informa que 62,5% dos casos confirmados ocorreram em homens. Os registros se distribuem por diferentes faixas etárias, mas há destaque para adultos entre 30 e 49 anos e crianças menores de 1 ano. Entre os óbitos, a predominância também é masculina, especialmente em pessoas acima dos 40 anos.
COMBATE DEVE SER INTENSO E VIGILANTE
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, fungos, bactérias e até doenças autoimunes, mas as formas bacterianas são consideradas as mais graves, como explica o infectologista Leandro Curi. Ele prossegue informando que a rapidez da evolução está ligada à resposta inflamatória provocada pela infecção.
Entre os grupos mais vulneráveis estão as crianças, os idosos e as pessoas com imunidade comprometida. Para quaisquer pacientes, alerta o médico, o início rápido do tratamento faz diferença no prognóstico. “
IMUNIZANTES LIBERADOS
Entre as vacinas disponíveis gratuitamente estão a meningocócica C, aplicada na infância; a meningocócica ACWY, voltada para adolescentes; a pneumocócica 10-valente; e a vacina contra o Hib, presente na pentavalente infantil. O infectologista ressalta que algumas doses também são disponibilizadas pelos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), destinados a grupos com condições clínicas específicas, como pessoas imunossuprimidas ou com doenças crônicas.
MAIS AÇÕES DE PREVENÇÃO
Além da vacinação, o infectologista cita medidas simples que ajudam a reduzir a transmissão de doenças respiratórias, como higienizar as mãos, evitar compartilhar objetos pessoais e manter ambientes ventilados. Ele também alerta para os riscos da desinformação sobre vacinas.
Por Jardel Gama
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Divulgação/Banco de Imagens