GOLPES VIRTUAIS GERAM 6 QUEIXAS POR HORA NAS DELEGACIAS DE MINAS GERAIS (MG)
A Polícia Civil de Minas acaba de revelar que os Golpes virtuais geram 6 queixas por hora nas delegacias de Minas Gerais. As 14.957 ocorrências de roubo de conta do WhatsApp, centrais de atendimento bancário que não existem, lojas on-line fictícias e e-mails, mensagem de textos ou Pix falsos desafiam as forças de segurança, que acabam de lançar uma ferramenta na tentativa de reforçar as medidas de proteção. Diante deste cenário, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) disponibiliza um guia prático de segurança digital com orientações sobre a prevenção de crimes cibernéticos e à proteção de dados pessoais.
CRESCIMENTO NO NÚMERO DE OCORRÊNCIAS
O volume de fraudes eletrônicas é um sinal dos tempos de digitalização de várias atividades corriqueiras das pessoas. Tendência acentuada ainda mais desde a pandemia da Covid-19, nos anos de 2020 e 2021. Não bastassem as fraudes digitais terem se tornado cada vez mais frequentes, estão ainda mais sofisticadas.
ROUBO DE DADOS PESSOAIS E SENHAS
Criminosos usam páginas falsas que simulam instituições financeiras, links maliciosos enviados por aplicativos de mensagens e técnicas de engenharia social para induzir as vítimas ao compartilhamento de dados sensíveis, como senhas e informações bancárias.
Um tipo de golpe recorrente envolve a clonagem de contas em aplicativos de mensagens. Em um dos casos registrados recentemente em Minas, a vítima recebeu mensagens de um número novo corporativo com foto da irmã, que estava em viagem, para pedir uma transferência em Pix. Utilizando o histórico de conversas, os criminosos reproduziram a forma de escrita da familiar, o que conferiu credibilidade ao pedido. Sob o pretexto de uma urgência, solicitaram R$ 1,5 mil para uma chave Pix informada na conversa, valor que foi enviado antes que a fraude fosse identificada.
Conforme a Sejusp, casos como esses demonstram a importância de atenção a mudanças no comportamento digital de contatos conhecidos, especialmente diante de pedidos urgentes ou fora do padrão.
Diante deste cenário, a Sejusp, em parceria com o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), disponibilizou um guia prático de segurança digital com orientações voltadas à prevenção de crimes cibernéticos e à proteção de dados pessoais.
O material reúne informações acessíveis sobre as principais ameaças do ambiente virtual e medidas básicas de proteção, e está disponível no link crimes-virtuais.seguranca.mg.gov.br/index.html.
O QUE O CIDADÃO VAI ENCONTRAR NO GUIA?
O guia apresenta explicações sobre práticas como phishing, malware, engenharia social, ransomware e deepfakes, detalhando características, sinais de alerta e formas de identificação, além de estratégias de prevenção, com destaque para a importância da verificação de remetentes, cautela ao acessar links e compartilhamento de informações pessoais, além do uso de ferramentas de proteção, como antivírus e backups regulares.
Além disso, o site conta com métodos de atuação diante de tentativas ou ocorrências de golpes, com orientações sobre preservação de provas e comunicação às autoridades competentes, como a Polícia Militar e a Polícia Civil. O material inclui ainda recomendações voltadas à segurança em transações financeiras digitais, considerando o aumento do uso de serviços online e os riscos associados.
Para o subsecretário de Integração da Segurança Pública da Sejusp MG, Christian Vianna de Azevedo, é preciso desarticular as engrenagens financeiras que sustentam redes de crime organizado, inclusive no ciberespaço.
“Combater o crime organizado hoje é entender sua lógica econômica e tecno-lógica: seguir o dinheiro, proteger dados e reduzir, de forma estruturada, sua capacidade de financiamento”, acrescenta.
Por Jardel Gama
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Divulgação/Banco de Imagens