CORREGEDORIA ABRE PROCESSO DISCIPLINAR E DELEGADA ESPOSA DE HOMEM QUE MATOU GARI PODE SER ‘DEMITIDA’
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Minas Gerais abriu na manhã desta quinta-feira (23/4) um Processo Administrativo Disciplinar contra a delegada Ana Paula Balbina, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, pode levar à demissão ( exoneração) da servidora. Segundo a Corregedoria, Ana Paula é investigada por supostas faltas graves previstas em lei, como desrespeito a normas éticas, negligência na guarda de objetos sob responsabilidade de servidor público e possível abuso da função policial.
A apuração cita também possíveis falhas no exercício do cargo, como negligência na guarda de objetos sob sua responsabilidade, descumprimento de missões e prática de atos considerados irregulares.
PUNIÇÃO COM DEMISSÃO
A portaria menciona que, em casos desse tipo, a punição pode chegar à demissão “a bem do serviço público”, aplicada quando há crimes contra a administração ou condutas incompatíveis com a função policial.
Para conduzir o processo, a corregedora-geral Elizabeth de Freitas Assis Rocha designou uma comissão formada por três delegados da própria Corregedoria. O grupo é presidido por Rodrigo Baptista Damiano e tem como membros Karla Silveira Marques Hermont e Daniel de Andrade Ribeiro Teixeira.
O processo seguirá os procedimentos legais e garante o direito de defesa da servidora enquanto as denúncias são apuradas. Ana Paula Balbina já acumula 10 meses de afastamento por atestado médico.
ASSASSINATO DO GARI
Laudemir foi morto com um tiro no abdômen na manhã do dia 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, Região Oeste de Belo Horizonte. A vítima chegou a ser socorrida por populares, mas não resistiu.
O gari trabalhava na coleta de lixo quando Renê Júnior, que dirigia um carro modelo BYD de cor cinza, no sentido contrário, se irritou, alegando que o veículo atrapalhava o trânsito.
Armado, Renê apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou atirar no rosto dela. Em seguida, ultrapassou o veículo, desceu do carro com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou-o e efetuou o disparo contra o trabalhador.
O tiro atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo. Renê foi preso horas depois, ao chegar a uma academia de alto padrão na região Oeste de Belo Horizonte.
Por Jardel gama
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Divulgação/Banco de imagens