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COMBATE À ALTA NOS COMBUSTÍVEIS

FISCALIZAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NOS POSTOS DE BELO HORIZONTE MIRA PREÇOS ABUSIVOS DOS COMBUSTÍVEIS

Uma nova ação de fiscalização do Ministério Público contra possíveis aumentos abusivos no preço dos combustíveis mira postos de Belo Horizonte. A ação é coordenada pelos promotores de Justiça do Procon, braço do MPMG, e faz parte de uma mobilização nacional articulada que envolve órgãos de fiscalização e até investigação criminal. Os juristas alertam que a iniciativa priorizar postos com os maiores preços praticados, com o objetivo de verificar se há irregularidades que prejudiquem diretamente o consumidor e na garantia de transparência nas informações.

A operação integra um movimento nacional de intensificação da fiscalização no setor. Nesta semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons de todo o país, deu início a uma nova rodada de ações para monitorar o mercado de combustíveis, enquanto o Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar possíveis crimes contra a ordem econômica e os consumidores.

 

O QUE DIZ A LEI?

O Procon-MPMG esclarece que, no Brasil, os preços dos combustíveis não são tabelados pelo Estado e, em regra, são formados em ambiente de livre concorrência. “No entanto, isso não significa que os fornecedores possam promover aumentos arbitrários ou sem justificativa plausível. A legislação de defesa do consumidor veda a elevação de preços sem justa causa e a obtenção de vantagem excessiva. Por isso, reajustes expressivos ou repentinos podem, sim, ser objeto de apuração pelos órgãos de defesa do consumidor, sempre a partir da análise concreta de cada situação, sendo indispensável uma avaliação técnica que considere fatores como o custo de aquisição do combustível, os estoques, as despesas operacionais e as condições do mercado local”, afirma o coordenador do Procon-MPMG, promotor de Justiça Luiz Roberto Franca Lima.

A atuação do Procon-MPMG está concentrada na proteção do consumidor final, especialmente quanto aos valores praticados na bomba. Esta é uma primeira etapa da fiscalização, que poderá ter continuidade e ser ampliada, conforme a necessidade identificada a partir da análise dos dados e dos resultados obtidos nas ações em campo.

 

RISCO PARA OS ESTABELECIMENTOS

Durante as fiscalizações, os postos poderão ser notificados a apresentar documentação que comprove a evolução dos preços praticados, incluindo a relação de preços dos últimos meses e as notas fiscais de aquisição junto às distribuidoras. A análise desses documentos permitirá verificar se houve aumento justificado por elevação de custos ou eventual majoração indevida de margem de lucro.

Caso seja identificado aumento incompatível com os custos efetivamente suportados ou aproveitamento indevido de situações de anormalidade, escassez ou urgência do consumidor, os responsáveis poderão ser investigados e, se for o caso, sancionados na forma da lei.

À população, a orientação é acompanhar a evolução dos preços, exigir informação clara e denunciar situações suspeitas aos órgãos de defesa do consumidor. As denúncias são fundamentais para que o poder público possa verificar, de forma técnica e responsável, se há irregularidades no mercado.

 

 

Por Jardel Gama

 

 

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