CASOS DE MPOX DOBRAM EM MINAS EM MENOS DE DUAS SEMANAS
Em menos de duas semanas, o número de casos de Mpox dobrou em Minas, passando de cinco para dez em 2026. Só em Belo Horizonte são oito registros. Apesar do aumento das notificações, todos os pacientes apresentaram evolução e estão curados.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), na última sexta-feira (6), foram duas confirmações na capital, que já tinha outros seis registros. Além de Belo Horizonte, Contagem, na região metropolitana, e Formiga, no Centro-Oeste, notificaram um caso cada. Todos os pacientes são homens, com idades entre 30 e 45 anos.
No cenário nacional, o Brasil já soma 140 casos em 2026 - não há óbito. O estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Apesar dos registros, o Ministério da Saúde reforçou que o cenário não indica, neste momento, "situação de crise". A pasta garantiu que o SUS está preparado para diagnóstico, tratamento e monitoramento dos casos, com investigação epidemiológica e rastreamento de contatos.
“O Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios, mantém vigilância ativa da doença e poderá adotar novas medidas, se necessário”, escreveu em nota.
SINTOMAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE MPOX
Os principais sinais e sintomas da doença incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.
A Mpox é considerada altamente infecciosa e o diagnóstico é realizado por meio da coleta de material das lesões, com identificação do vírus pela técnica de PCR. A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com lesões de pele e fluidos corporais de pessoas infectadas, além de objetos contaminados. Para prevenção, recomenda-se evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença e higienizar constantemente as mãos.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada. Não há, até o momento, medicamento específico para a doença.
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Divulgação: Centers for Disease Control and Prevention/Brian W. J. Mahy