BELO HORIZONTE REGISTRA PELO MENOS DOIS ACIDENTES COM MOTO POR HORA
Levantamento do mês de fevereiro deste ano feito em Belo Horizonte revela que pelo menos dois acidentes de trânsito envolvendo motos são registrados a cada hora, na Capital. Os dados são baseados nos socorros prestados apenas pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu). A estatística alerta os motociclistas para os riscos a pilotos, passageiros, pedestres e motoristas.
REFLEXOS NA SAÚDE DO CONDUTOR E PASSGEIROS
Um exemplo da sobrecarga na rede SUS-BH foi o recente contingenciamento das cirurgias eletivas ortopédicas, de 22 de janeiro a 5 de fevereiro. "A medida foi necessária devido ao aumento da demanda de cirurgias de urgência, a maioria vinda de pacientes envolvidos em acidentes de trânsito e quedas", detalhou a administração municipal.
ACIDENTES COM MOTOS DISPARAM 50% EM SEIS ANOS
Segundo a PBH, o levantamento feito com dados do Samu escancara o crescimento no número de acidentes envolvendo motociclistas nos últimos anos. Em 2024, a Capital registrou 15,1 mil, aumento de 12% em comparação com o ano anterior, quando foram contabilizados 13,4 mil.
Quando a estatística leva em conta períodos anteriores à pandemia de Covid-19, o cenário é ainda mais preocupante. Conforme a prefeitura, em 2018, antes da explosão dos aplicativos de entrega e outros serviços que utilizam motocicletas, Belo Horizonte registrava cerca de 10 mil acidentes envolvendo motos.
Em seis anos, o número saltou para 15,1 mil, o que representa um crescimento de quase 50%. "Esse crescimento acentuado demonstra não apenas uma quantidade maior no número de motociclistas, mas também mais exposição ao risco devido ao comportamento no trânsito", informou a PBH.
Segundo o subsecretário de Atenção à Saúde, André Luiz de Menezes, as lesões mais comuns em ocorrências com motociclistas são as fraturas. "Por isso, a necessidade de atendimento de forma ágil aos acidentados, por serem situações mais graves. Com isso, há um aumento tanto das internações ortopédicas de urgência como das internações ortopédicas eletivas, já que muitas vezes o caso não é solucionado com apenas uma cirurgia, sendo necessários vários procedimentos até a alta hospitalar”, disse Menezes.
Por Jardel Gama
Com informações do Portal Hoje em Dia
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